Marina Da Silva, DG da Ivoire Facility Management (IFM):
Em um ambiente econômico onde a busca pela competitividade impõe o controle dos custos operacionais, a gestão pragmática de edifícios afirma-se como uma alavanca fundamental para os agentes econômicos na Costa do Marfim.
Muito além do tratamento preventivo ou corretivo das instalações, a gestão de instalações oferece uma oportunidade de racionalizar o uso da infraestrutura, limitar falhas inesperadas e garantir a continuidade operacional, assegurando condições de trabalho ideais. Essa governança estruturada facilita o controle financeiro e a preservação de ativos imobiliários a longo prazo.
Nesta entrevista, Marina Da Silva tenta explicar como a gestão eficaz dos edifícios contribui para o desempenho das empresas marfinenses. Uma oportunidade para ela detalhar os desafios da gestão de ativos imobiliários, destacar a contribuição operacional dos serviços integrados e compartilhar as diretrizes estratégicas visando transformar os espaços profissionais em verdadeiros motores de eficiência.
Quais são hoje os principais desafios enfrentados pelas empresas marfinenses na gestão de seus edifícios e equipamentos?
As empresas marfinenses operam em um ambiente onde a disponibilidade de infraestrutura, o controle dos custos operacionais e a continuidade das atividades tornaram-se questões cruciais. No entanto, a gestão dos edifícios ainda é frequentemente abordada de forma essencialmente corretiva: intervém-se quando uma falha ocorre, em vez de antecipá-la.
Os principais desafios incluem, nomeadamente, a manutenção de equipamentos técnicos, o consumo de energia, a gestão de fornecedores, a segurança das instalações e a capacidade de dispor de uma visão clara dos custos associados ao edifício. Uma abordagem estruturada permite precisamente passar de uma lógica de reação para uma lógica de antecipação.
Como a gestão de instalações pode contribuir diretamente para o desempenho de uma empresa?
A gestão de instalações não deve mais ser considerada apenas como uma função de suporte. Quando bem organizada, ela contribui diretamente para o desempenho operacional da empresa.
Um edifício bem conservado limita as interrupções de atividade, melhora a vida útil dos equipamentos e permite um melhor controle das despesas. Também oferece aos colaboradores um ambiente de trabalho mais confortável e seguro.
O objetivo final é permitir que a empresa se concentre em seu core business, garantindo que seu ambiente de trabalho funcione de maneira ideal.
É realmente possível obter economias através de uma melhor gestão dos edifícios?
Sim, especialmente quando a empresa adota uma abordagem preventiva. A manutenção regular permite, por exemplo, evitar certas falhas importantes que podem levar a reparações muito mais dispendiosas ou a interrupções de atividade.
Existem também alavancas importantes relacionadas ao consumo de energia, gestão de equipamentos ou otimização de contratos de manutenção. O desafio não é simplesmente reduzir despesas, mas antecipá-las melhor e transformar custos por vezes imprevisíveis em gastos controlados e planejados.
Qual é o impacto da qualidade dos edifícios sobre os colaboradores e a produtividade?
O ambiente de trabalho desempenha um papel importante na experiência dos colaboradores. O ar condicionado, a iluminação, a qualidade do ar, a limpeza, a segurança e até o funcionamento dos equipamentos podem ter um impacto muito concreto nas condições de trabalho.
Quando esses elementos são geridos corretamente, os colaboradores podem evoluir num ambiente mais confortável e focar-se mais nas suas missões. A gestão de instalações contribui, portanto, também para questões de qualidade de vida no trabalho e, mais amplamente, para a atratividade da empresa.
Como medir concretamente a eficácia de uma política de gestão de instalações?
É necessário sair de uma gestão baseada apenas na percepção para implementar indicadores precisos. Pode-se, nomeadamente, acompanhar o número e a frequência das falhas, os prazos de intervenção, a taxa de disponibilidade dos equipamentos, os custos de manutenção, o consumo de energia ou o nível de satisfação dos ocupantes.
O objetivo é dispor de dados que permitam identificar disfunções, antecipar os investimentos necessários e melhorar continuamente o desempenho do edifício.
Que papel desempenha a tecnologia hoje na gestão de edifícios?
A tecnologia está transformando gradualmente a gestão de instalações. As ferramentas digitais permitem hoje centralizar informações relacionadas com os equipamentos, programar a manutenção, e
